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Enigma resolvido! Como funciona o congelamento da cerveja?

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Já diziam os Doces Bárbaros: “mistérios sempre há de pintar por aí”. E no mundo dos cervejeiros, o que não falta – além de muita gelada no copo, é claro – são as dúvidas.

Você já se perguntou por que as cervejas, mesmo sendo compostas basicamente de água, não congelam naquelas geladeiras de bar, onde os termômetros indicam temperaturas abaixo de zero grau? E, ainda mais: por que, às vezes, quando estamos com muita sede, observando a cerveja toda bonita esperando ser consumida e, pelo simples fato de tocarmos numa garrafa geladinha, o ouro líquido congela e nossos sonhos se petrificam feito o conteúdo ali desperdiçado?

Embora aparentemente possam parecer dúvidas distintas, ambas as questões estão relacionadas a um só fenômeno, chamado de superfusão.

Para você que faltou na aula de física neste dia, a superfusão, também conhecida como super-resfriamento, é um fenômeno que consiste em manter um líquido, líquido, mesmo ele estando abaixo de sua temperatura de solidificação. Acontece que este estado é instável e qualquer mudança repentina, como alteração na temperatura ou movimento brusco, resultará numa solidificação em cadeia de todo o conteúdo.

Dá pra repetir?

Em outras palavras, imagine a sua cerveja ideal, pronta para ser servida. Ela está na geladeira há algum tempo, parada, a uma temperatura abaixo de zero grau. Você, um sujeito incauto e ávido por uns goles resolve tomar a garrafa com toda a sua mão. Se tivéssemos uma superlupa capaz de observar de perto esta reação em cadeia, você veria que a sua própria mão quente aqueceu o vidro e agitou as moléculas de gás carbônico presente na bebida, desestabilizando esta paz, gerando um único cristalzinho de gelo lá dentro – que por sua vez gerará outro cristalzinho de gelo e assim por diante. Em segundos, do líquido ao sólido.

O que fazer neste caso?

Para evitar o desperdício, a fadiga e a tristeza, basta tomar a garrafa pelas partes onde o líquido super-resfriado esteja o mais distante da sua mão quente, isto é: pegar a garrafa pelo gargalo e, se não for possível, segurá-la somente pela parte debaixo, onde o vidro é mais grosso.

Com informações de: Estudo Prático, Mundo Estranho e Superinteressante
Reproduzido de Bomdebeer.

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É publicitário, gestor estratégico e fundador da H2Horse, marido, dono de 3 gatos e editor do O Que Não Mata, Engorda. Apaixonado por música, cinema, literatura, automobilismo e ótimos papos com os amigos, sempre regados com uma boa cerveja, claro.

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